Slayer – Repentless (2015) [single]

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Lançado em junho de 2015, esse novo single dos veteranos do thrash metal já chega mostrando que a banda não vai deixar seu nível descer, nesse novo álbum de mesmo nome.

Quando se fala em Slayer não é injustiça nenhuma dizer que a banda não aposta em estruturas diferenciadas na composição das faixas e em outras temáticas que fogem do comum “sangue, guerra e sangue” padrão do thrash metal, mas isso não quer dizer que a banda não consiga emplacar musicas boas e sei lá, até meio divertidas de ouvir. Os riffs dos caras, apesar de (quase) sempre se enquadrar no 4/4 basicão, são muito enérgicos e cheios daqueles palm mutes que dão um peso a mais pro som.

Deixando de lado a analise técnica, é bom lembrar que os caras estão com dois novos membros em relação à formação de seu ultimo álbum, World Painted Blood (2012), que são eles Gary Holt (Exodus), guitarrista que tem tocado com a banda desde que o Jeff Hannerman ficou incapacitado de tocar e morreu posteriormente, e Paul Bostaph, baterista que já esteve tocando com os caras antes da volta do Dave Lombardo em 2001, agora retorna para cobrir o buraco que ficou aberto quando Dave foi demitido por Kerry King em 2013.

Repentless, diferente do primeiro lançamento recente da banda, Implode, não deixa a desejar quando o que se espera é uma boa musica do Slayer, que poderia muito bem ter saído de algum outro álbum consagrado da banda como o Christ Illusion (2007) ou até o Divine Intervention (1994). Se você também se encontra tão curioso quanto eu pra ouvir esse novo álbum, que até o final do ano deve estar sendo lançado, é o caso de sentar e esperar mesmo.

Nota final: 7/10

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Earl Sweatshirt – I Don’t Like Shit, I Don’t Go Outside (2015)

Featured image   22 horas de um dia qualquer estava eu costumeiramente voltando da faculdade, moro numa casa em cima de um morro, e enquanto subia este morro a segunda música do álbum do qual lhes escrevo tocava em meu celular, Mantra, e era incrível como ela aderia bem o ambiente ao meu redor, as nuvens escuras no céu estrelado cobrindo um pouco da lua até o facho de luz dos postes que iluminavam gatos empoleirados em cima dos muros, era tudo muito atmosférico ao mesmo tempo em que a faixa me sugava para um universo muito pessoal e introspectivo de Earl, onde as letras, volte e meia falando de coisas objetivas e compreensíveis, alternavam prum abstracionismo que já marcava presença no álbum prévio do rapper, Doris.

 Drop this when the sunlight gone, better run right home when the sky turn black

Earl sempre foi o melhor MC do coletivo de rap Odd Future, encabeçado por Tyler, The Creator. Desde a primeira mixtape do rapper (intitulada Earl) já ouvíamos resquícios de que escondido por trás daqueles beats divertidamente mal produzidos e secos e por das letras exageradamente violentas, respirava uma promessa. O problema de Earl talvez tenha sido ser muito influenciado pelo seu meio nessa primeira obra, que soa mais como uma derivação de Bastard, do seu colega Tyler.

Depois veio Doris, aonde fomos apresentado a um Earl mais focado em seu próprio estilo, e que por mais pessoal e abstrato que o álbum seja, não deixa de ter uma ligação ao Odd Future, Earl ainda não havia encontrado sua sonoridade, mas tinha chegado perto.

IDLSIDGO é Earl soando mais Earl que nunca. A produção do álbum conta com beats lo-fi embalando letras que transitam entre o abstracionismo até depressão por falta de amigos, solidão, luto e tudo mais. Sim, é um álbum bem emotivo, não bastasse isso o flow de Earl casa perfeitamente com a produção, que pontualmente conta com momentos instrumentais bem inspirados, daqueles que faz você arregalar os olhos e falar “Meu irmão, sente esse baixo“.

A vida do rapper sempre foi muito turbulenta e basta ver algumas entrevistas dele pra ver que ele é um cara retraído, tímido, mas que sabe do que fala e entende das angústias da vida, mesmo que por sua própria ótica. Earl já estudou num internato contra sua vontade e ficou um tempo afastado do coletivo, até atingir a maioridade e também perdeu sua avó em 2013, pessoa a qual Earl deixa evidenciado em muitas letras ter sido alguém importante em sua vida. Earl é aquela típica pessoa que encontra na música a voz ideal pra se expressar, é assim que esse álbum soa, como um grande lamento para com a vida ao mesmo tempo em que o rapper se mostra seguro na sua carreira, crente de que é um dos melhores MC’s e ciente de seu talento.

 Chasing these rabbits whole face in the faucet  

A sinceridade de Earl ao decorrer do álbum cativa e agonia, maravilha e entristece, tudo isso em um curto período de duração, o álbum não chega a passar da marca dos quarenta minutos, mas tudo bem, é o suficiente.

 Lately i’ve been panicking a lot, feeling like i’m stranded in a mob, scrambling for Xanax out the canister to pop

O álbum conta com features de Da$h, Wiki, Na’kel e o usual colaborador de Earl em outras faixas, Vince Staples. Todos os feats são bem empregados e contribuem para o teor atmosférico do álbum.

Earl não se preocupa em ser um dos grandes rappers da atualidade e busca meios de produção não tão comuns ao ouvinte usual de rap, fugindo até mesmo do padrão de produção Odd Future que marcava seus trabalhos prévios, aqui temos um artista único trilhando seu próprio caminho sem dever satisfações, apenas sendo verdadeiro consigo, o que pra mim, traz Earl próximo a figura de Kendrick Lamar nesse aspecto mais ideológico e de se manter fiel aquilo que faz.

O álbum pode parecer simples e direto demais, mas é verdadeiro, e certamente te deixa curioso pra saber o que virá em seguida na carreira do rapper.

 I Dont Like Shit, I Dont Go Outside vai te fazer se sentir no fundo do oceano sentado próximo a corais do lado de Earl, e vocês trocam pensamentos sobre a vida, você se sente bem e fica feliz em ouvir seu amigo, mas existe um clima de paranoia no ar, vocês ainda tem que desviar dos tubarões.

NOTA FINAL: 9.0/10

Palinha:

Blur – The Magic Whip (2015)

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Faz 12 anos desde o lançamento do último álbum de estúdio do Blur, Tink Thank. E considerando que estamos falando do Blur, uma banda de extrema popularidade no cenário britpop responsável por ajudar em uma grande renovação de gênero, 12 anos é bastante tempo pra deixar qualquer fã com o hype em alta. Ainda mais levando em conta que a formação se encontra completa novamente, com a volta do guitarrista Graham Coxon, muita gente deve esperar bastante desde álbum de retorno.

Mas The Magic Whip parece não se importar com esses 12 anos de abstinência, ou em cumprir expectativas. Ele simplesmente existe e não tem vergonha de assumir uma identidade própria. Veja bem, é um álbum simpático que não quer tentar ser melhor que 13, Blur, Parklife ou qualquer outro álbum na discografia da banda. Se você pudesse ter uma conversa com esse disco e lhe perguntasse “Uau, mas 12 anos é bastante tempo ein?” ele provavelmente responderia “É? Nossa, nem vi passar” e logo em seguida soltaria uma gostosa gargalhada cuja fonética complementaria bem o clima frio e colorido na praça japonesa na qual vocês estão sentados em banquinhos tomando um sorvete.

Pra quem não conhece Blur muito bem, é uma banda inglesa formada em Londres encabeçada por Damon Albarn, um cara com criatividade em excesso e muitos projetos paralelos que influenciaram, de uma maneira ou de outra, na separação temporária do Blur.

Albarn é um dos grandes nomes da música britânica, ligado não só ao Blur como também ao Gorillaz e outros projetos de menor notoriedade. É palpável a influência do Blur que vaza na sonoridade do primeiro álbum do Gorillaz (auto-intitulado), assim como The Magic Whip também tem resquícios do projeto e lembra em certos momentos a atmosfera de um dia de inverno regado a chá que o último álbum solo do músico (Lonely Press Play, lançado ano passado) possui. A banda consegue no entanto preservar sua identidade, mesmo com todas essas facetas ainda existe aquela camada eletrônica na produção do instrumental que acrescenta (e muito) em algumas faixas, como Ice Cream Man e I Thought I Was a Spaceman. Ainda em termos instrumentais, existem guitarras que bebem do shoegaze em riffs muito bem construídos que casam com o arranjo ocidental do álbum de uma maneira estranhamente orgânica. Você sabe que está ouvindo um pedacinho da Inglaterra e do Japão nas músicas, e o casamento dessas sonoridades não é nada menos que primoroso.

Pra quem sente falta do Blur que satirizava estereótipos com sua maneira única de retratar a sociedade, a faixa There Are Too Many Of Us está aí pra você, ainda que de uma maneira mais melancólica.

A música que inicia o álbum, Lonesome Street sintetiza a sonoridade da banda neste álbum e prepara bem o ouvido do ouvinte. Em seguida vem New World Towers, faixa que soa como a intro da melhor música do Gorillaz que nunca existiu repetida em loop.

O primeiro single lançado, Go Out, soa ainda melhor no contexto do álbum e é difícil não balançar a cabeça ao riff e refrão extremamente dançantes.

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As poucas faixas que podem não te agradar muito na primeira ouvida acabam por crescer nas ouvidas seguintes, e por final, The Magic Whip se torna uma experiência auditiva extremamente agradável.

É um álbum bem atmosférico, e que diferente de muito álbum por aí, você não precisa entrar na atmosfera dele ou estar com um mindset específico pra curtir a “vibe“, não, The Magic Whip amigavelmente projeta sua atmosfera ao redor do ouvinte, sendo uma experiência bem digerível.

O LP é bem influenciado pela cultura japonesa também, tanto em certos arranjos instrumentais quanto em conteúdo lírico, como nas músicas Ghost Ship e Pyongyang. Essa influência oriental também é marcante na apresentação visual, seja no clipe de Go out e Lonesome Street ou na capa do LP, um sorvete em neón com letrinhas japonesas ao redor, e se deve ao fato do álbum ter sido todo gravado em Hong Kong.

Fãs de longa data certamente vão se deparar com um bom álbum da banda, e também não posso deixar de recomendar o álbum o suficiente para aqueles que não são familiarizados com nada do grupo, ou até pro típico amigão do “ah, é aquela banda do wuuu huuu e do clipe da caixinha de leite?

The Magic Whip parece um passeio numa pracinha japonesa em um dia frio, onde você foi comprar um sorvete misto só que a máquina emperrou e só tinha de creme, mas tudo bem, de repente você percebe que gosta bastante de sorvete de creme.

NOTA FINAL: 9/10

Palinha:

Father John Misty – I Love You, Honeybear (2015)

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Misty, a primeira vista, pode parecer o seu típico cantor/escritor de músicas Folk, um cara barbudo com todo aquele arranjo típico do gênero em sua sonoridade, expondo as profunidades de sua alma para quem quer tenha a paciência de ouvir o que ele tem a dizer. Ele também tem um twist de pegar um tema bonito como o amor e fazer uma música sobre ele da maneira mais cínica, pervertida e as vezes até repulsiva possível, liricamente falando.
Se você não ouvir atentamente as letras do álbum e deixar I Love You, Honeybear tocando de fundo enquanto lava a louça, é bem possível confundir com a música típica e sensível que muitas vezes é o produto que cantores Folk talentosos têm a oferecer. Só que aqui toda essa temática é nos servida de uma maneira…doentia? Não sei se chega a ser a palavra certa, nesse álbum existe uma linha tênue entre o genial e o repulsivo. A música The ideal husband (o marido ideal), por exemplo, conta com um belo instrumental pontualmente meio voltado prum garage rock, embalado numa atmosfera bem amigável que esconde uma sátira sobre exatamente o que é não ser o marido ideal. É assim que a maioria das músicas do álbum funciona, com bastante cinismo escondido sobre um rico e belo instrumental folk deveras sensível e uma produção igualmente simpática.

Eu já falei que Misty é ex-integrante do Fleet Foxes? Pois bem, tá falado então. Não apenas é ex-percusionista de uma das maiores bandas de folk recentes, como também tem bastante trabalhos no seu currículo: é recomendável a qualquer fã desse folk meio americana mergulhar em trabalhos prévios de J. Tillman, alcunha pela qual Misty atendia anteriormente (seu nome verdadeiro é Josh Tillman). Já como Father John Misty, Tillman apenas havia lançado mais um álbum, Fear Fun, que não é tão bom quando este atual, mas definitivamente tem lá os seus méritos.

Instrumentalmente falando, este LP é magnífico, tem bastante pianos, violinos, arranjos instrumentais realmente bonitos e o destaque fica pros incríveis crescendos instrumentais. Não bastasse isso, I Love You, Honeybear também conta com diversos estilos salpicados entre as diversas músicas dando um ar ainda mais rico para a instrumentação. Você pode esperar ouvir influências pop, garage rock, Soul e até eletrônica no álbum, o que é muito bom, mas faz umas faixas se destacarem mais do que outras pelos motivos errados, como por exemplo True Affection. Embora a maioria dessas alternâncias possam soar orgânicas, algumas acabam por não descer direito. A mixagem é um deleite, que te deixa apreciar bastante o instrumental ao mesmo tempo em que as letras insanas e as histórias que Tillman conta fluem com clareza para o seu ouvido. Sobre a temática lírica abordada no álbum temos solidão, morte, sexo, amor e política, mas tudo com aquela cara bem maluca e subversiva que Tillman consegue dar.

I Love You, Honeybear é tipo comer carne vermelha na casa de uma família cristã conservadora numa sexta feira santa, mas você cobre tudo com glacê pra todo mundo achar que não passa de um bolo. Tudo bem que o gosto deve ficar uma merda, mas não é esse o paralelo que tento traçar, e sim de que o álbum é bem subversivo e vale muito a pena dar uma conferida.

NOTA FINAL: 8.5/10

Palinha:

Tyler, The Creator – Cherry Bomb (2015)

Featured image Tyler, The Creator sempre foi uma figura controversa no meio musical, sendo que ele e o seu coletivo de rap OddFutureWolfGangKillThemAll (OFWGKTA) são um produto puro das mídias digitais, desde seus primórdios se promovendo através de plataformas sociais tais como Tumblr, Twitter e Facebook, postando qualquer coisa que viesse na mente sem qualquer tipo de restrição. O artista livre, um dos produtos mais puros da geração Do It Yourself, pulsando com energia e promessas para o futuro, todos aqueles que tiveram sua atenção cativada pelo coletivo aguardaram ansiosamente para conferir, afinal, o que viria a seguir.

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Anos se passaram desde o primeiro Mixtape de Tyler, Bastard, e desde o álbum que o lançou ao mainstream, Goblin, com o icônico single Yonkers. Dois anos desde o segundo álbum oficial do rapper, Wolf, que trazia um Tyler mais comprometido com a sua produção e notoriamente evoluindo como artista. Onde essa evolução levou? Abril de 2015, Tyler simplesmente anuncia um novo álbum de inéditas para acompanhar o lançamento de sua própria plataforma digital, a Golfmedia, com lançamento do álbum previsto para 5 dias após o anúncio. E eis que Cherry Bomb está entre nós. Após ouvir o álbum diversas vezes chego a conclusão do quão interessante a discografia do rapper é até aqui. Peguem a primeira mixtape, Bastard, e notem que dali até o primeiro disco oficial, Goblin, o conteúdo lírico se calca num shock value grosseiro, apesar de pontualmente divertido, alternando entre as mais sinceras melancólicas emoções de um adolescente não correspondido até estupros e assassinatos em série. O que pode soar ofensivo para algumas pessoas, embora a violência em músicas do odd future chegue a funcionar quase que como num filme de Tarantino: é tão exagerada e escrachada que não da pra levar a sério, você sabe que aquilo é ficcção. Quanto a produção até ali, beats mais secos e agressivos marcavam a carreira do rapper.

O lance por trás de toda a violência nas letras não só de Tyler como também de todo o grupo chegou a ser tanta a ponto de certos críticos taxarem o coletivo como “Horrorcore”, rótulo o qual Tyler sempre combateu e negou ser associado. A questão é, se o conteúdo lírico exalava uma imaturidade grosseira, por que uma fanbase tão fiel se formou em redor do grupo encabeçado por Tyler? Simples: por mais chocante que soe, também existe uma sinceridade emocional deveras tangível ali. Por trás de toda a grosseria é bem possível enxergar garotos que queriam fazer música e se divertir, mais do que isso, queriam que você se divertisse com eles. Toda a rebeldia adolescente fica muito bem transposta de uma maneira curiosamente divertida embaixo da temática das letras, e no disco Wolf, Tyler finalmente se rendeu ao seu lado mais sensível, compondo belas canções e arranjos instrumentais que contavam com pianos, ukuleles e letras tão sinceras quanto anteriormente, porém muito mais focadas e menos imaturas. No aspecto lírico me incomoda dizer que este novo álbum retorne um pouco a raiz da imaturidade do clássico Odd Future, onde aqui e ali temo boas linhas do rapper que te fazem soltar um sorriso de canto de boca, isso quando não são apagadas pela produção que embora tecnicamente impecável, apague muito das letras em algumas músicas, como Buffalo e Cherry Bomb, tornando quase indistinguível o que Tyler está dizendo. Talvez isto seja proposital, talvez seja apenas Tyler afastando o rapper dos holofotes e empurrando o produtor que existe nele na direção do grande facho de luz, de uma maneira ou de outra, a mixagem não deixa de ser agoniante.

Vejam bem, Cherry Bomb é um álbum curioso, explosivo e que caminha por faixas que bebem (algumas talvez não propositalmente) de influências como NERD (Deathcamp, Fucking Young) até um Kanye West meio Yeezus, ou quem sabe Death Grips (Cherry Bomb) passando por músicas com uma produção jazz neo-soul extremamente classuda de derreter os ouvidos (Find Your Wings, Smuckers, Okaca CA) chegando até em faixas menos experimentais e mais “curtíveis” com features de um Kanye West da era Late Registration juntamente de Lil Wayne rimando sobre arranjos de jazz (Smuckers) até um Schoolboy Q delirante como de costume (The Brown Stains). Sim, Cherry Bomb merece sua atenção, apesar de todas as suas falhas, não deixa de ser um álbum sincero onde o carinho na produção de Tyler é bem palpável e a mensagem que o álbum carrega, embora não possua uma narrativa conceitual como a dos álbuns antecessores, é bonita o suficiente pra te fazer sorrir, se você se importar de absorvê-la.

Find your wings.

NOTA FINAL: 6.5/10

Palinha: