Blur – The Magic Whip (2015)

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Faz 12 anos desde o lançamento do último álbum de estúdio do Blur, Tink Thank. E considerando que estamos falando do Blur, uma banda de extrema popularidade no cenário britpop responsável por ajudar em uma grande renovação de gênero, 12 anos é bastante tempo pra deixar qualquer fã com o hype em alta. Ainda mais levando em conta que a formação se encontra completa novamente, com a volta do guitarrista Graham Coxon, muita gente deve esperar bastante desde álbum de retorno.

Mas The Magic Whip parece não se importar com esses 12 anos de abstinência, ou em cumprir expectativas. Ele simplesmente existe e não tem vergonha de assumir uma identidade própria. Veja bem, é um álbum simpático que não quer tentar ser melhor que 13, Blur, Parklife ou qualquer outro álbum na discografia da banda. Se você pudesse ter uma conversa com esse disco e lhe perguntasse “Uau, mas 12 anos é bastante tempo ein?” ele provavelmente responderia “É? Nossa, nem vi passar” e logo em seguida soltaria uma gostosa gargalhada cuja fonética complementaria bem o clima frio e colorido na praça japonesa na qual vocês estão sentados em banquinhos tomando um sorvete.

Pra quem não conhece Blur muito bem, é uma banda inglesa formada em Londres encabeçada por Damon Albarn, um cara com criatividade em excesso e muitos projetos paralelos que influenciaram, de uma maneira ou de outra, na separação temporária do Blur.

Albarn é um dos grandes nomes da música britânica, ligado não só ao Blur como também ao Gorillaz e outros projetos de menor notoriedade. É palpável a influência do Blur que vaza na sonoridade do primeiro álbum do Gorillaz (auto-intitulado), assim como The Magic Whip também tem resquícios do projeto e lembra em certos momentos a atmosfera de um dia de inverno regado a chá que o último álbum solo do músico (Lonely Press Play, lançado ano passado) possui. A banda consegue no entanto preservar sua identidade, mesmo com todas essas facetas ainda existe aquela camada eletrônica na produção do instrumental que acrescenta (e muito) em algumas faixas, como Ice Cream Man e I Thought I Was a Spaceman. Ainda em termos instrumentais, existem guitarras que bebem do shoegaze em riffs muito bem construídos que casam com o arranjo ocidental do álbum de uma maneira estranhamente orgânica. Você sabe que está ouvindo um pedacinho da Inglaterra e do Japão nas músicas, e o casamento dessas sonoridades não é nada menos que primoroso.

Pra quem sente falta do Blur que satirizava estereótipos com sua maneira única de retratar a sociedade, a faixa There Are Too Many Of Us está aí pra você, ainda que de uma maneira mais melancólica.

A música que inicia o álbum, Lonesome Street sintetiza a sonoridade da banda neste álbum e prepara bem o ouvido do ouvinte. Em seguida vem New World Towers, faixa que soa como a intro da melhor música do Gorillaz que nunca existiu repetida em loop.

O primeiro single lançado, Go Out, soa ainda melhor no contexto do álbum e é difícil não balançar a cabeça ao riff e refrão extremamente dançantes.

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As poucas faixas que podem não te agradar muito na primeira ouvida acabam por crescer nas ouvidas seguintes, e por final, The Magic Whip se torna uma experiência auditiva extremamente agradável.

É um álbum bem atmosférico, e que diferente de muito álbum por aí, você não precisa entrar na atmosfera dele ou estar com um mindset específico pra curtir a “vibe“, não, The Magic Whip amigavelmente projeta sua atmosfera ao redor do ouvinte, sendo uma experiência bem digerível.

O LP é bem influenciado pela cultura japonesa também, tanto em certos arranjos instrumentais quanto em conteúdo lírico, como nas músicas Ghost Ship e Pyongyang. Essa influência oriental também é marcante na apresentação visual, seja no clipe de Go out e Lonesome Street ou na capa do LP, um sorvete em neón com letrinhas japonesas ao redor, e se deve ao fato do álbum ter sido todo gravado em Hong Kong.

Fãs de longa data certamente vão se deparar com um bom álbum da banda, e também não posso deixar de recomendar o álbum o suficiente para aqueles que não são familiarizados com nada do grupo, ou até pro típico amigão do “ah, é aquela banda do wuuu huuu e do clipe da caixinha de leite?

The Magic Whip parece um passeio numa pracinha japonesa em um dia frio, onde você foi comprar um sorvete misto só que a máquina emperrou e só tinha de creme, mas tudo bem, de repente você percebe que gosta bastante de sorvete de creme.

NOTA FINAL: 9/10

Palinha:

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E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante – Vazio (2014)

Vazio

Lançado em 23 de novembro de 2014, o EP Vazio da banda paulista E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante mostra a força que o post rock vem tomando dentre as bandas brasileiras (Ruído/mm, Labirinto, Ombu etc). O disco, composto por quatro músicas, não chega a ultrapassar a marca dos 30 minutos.

A banda consegue sintetizar muito bem aquelas influências de Godspeed You!  Black Emperor e Mogwai na primeira faixa “Todo Corpo Tem Um Pouco de Prisão” que logo constrói a atmosfera do EP com melodias de guitarra suaves e carismáticas que depois dão lugar a sintetizadores também muito marcantes. Seguindo depois para “Janela Aberta”, mais uma música que te dá um tapa na cara com todo aquele clímax depois da marca dos 4 minutos.

Ao decorrer do disco é notável o cuidado que a banda teve em formar um conceito para cada música como se estivesse te contando uma história em forma de licks, arpejos e viradas na bateria e todos aqueles crescendos emocionantes que dá gosto de ouvir.

Mostrando que o cenário de bandas brasileiras pode atender a quase todos os gostos, a banda da o seu recado com esse EP.  A ouvida deste é obrigatória não só para fãs de post rock, mas para todo mundo que quer se surpreender com algo gravado em terras tupiniquins.

Nota final: 8/10.

Você pode baixar o EP Vazio gratuitamente no bandcamp da banda ou ouvir no youtube:

Father John Misty – I Love You, Honeybear (2015)

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Misty, a primeira vista, pode parecer o seu típico cantor/escritor de músicas Folk, um cara barbudo com todo aquele arranjo típico do gênero em sua sonoridade, expondo as profunidades de sua alma para quem quer tenha a paciência de ouvir o que ele tem a dizer. Ele também tem um twist de pegar um tema bonito como o amor e fazer uma música sobre ele da maneira mais cínica, pervertida e as vezes até repulsiva possível, liricamente falando.
Se você não ouvir atentamente as letras do álbum e deixar I Love You, Honeybear tocando de fundo enquanto lava a louça, é bem possível confundir com a música típica e sensível que muitas vezes é o produto que cantores Folk talentosos têm a oferecer. Só que aqui toda essa temática é nos servida de uma maneira…doentia? Não sei se chega a ser a palavra certa, nesse álbum existe uma linha tênue entre o genial e o repulsivo. A música The ideal husband (o marido ideal), por exemplo, conta com um belo instrumental pontualmente meio voltado prum garage rock, embalado numa atmosfera bem amigável que esconde uma sátira sobre exatamente o que é não ser o marido ideal. É assim que a maioria das músicas do álbum funciona, com bastante cinismo escondido sobre um rico e belo instrumental folk deveras sensível e uma produção igualmente simpática.

Eu já falei que Misty é ex-integrante do Fleet Foxes? Pois bem, tá falado então. Não apenas é ex-percusionista de uma das maiores bandas de folk recentes, como também tem bastante trabalhos no seu currículo: é recomendável a qualquer fã desse folk meio americana mergulhar em trabalhos prévios de J. Tillman, alcunha pela qual Misty atendia anteriormente (seu nome verdadeiro é Josh Tillman). Já como Father John Misty, Tillman apenas havia lançado mais um álbum, Fear Fun, que não é tão bom quando este atual, mas definitivamente tem lá os seus méritos.

Instrumentalmente falando, este LP é magnífico, tem bastante pianos, violinos, arranjos instrumentais realmente bonitos e o destaque fica pros incríveis crescendos instrumentais. Não bastasse isso, I Love You, Honeybear também conta com diversos estilos salpicados entre as diversas músicas dando um ar ainda mais rico para a instrumentação. Você pode esperar ouvir influências pop, garage rock, Soul e até eletrônica no álbum, o que é muito bom, mas faz umas faixas se destacarem mais do que outras pelos motivos errados, como por exemplo True Affection. Embora a maioria dessas alternâncias possam soar orgânicas, algumas acabam por não descer direito. A mixagem é um deleite, que te deixa apreciar bastante o instrumental ao mesmo tempo em que as letras insanas e as histórias que Tillman conta fluem com clareza para o seu ouvido. Sobre a temática lírica abordada no álbum temos solidão, morte, sexo, amor e política, mas tudo com aquela cara bem maluca e subversiva que Tillman consegue dar.

I Love You, Honeybear é tipo comer carne vermelha na casa de uma família cristã conservadora numa sexta feira santa, mas você cobre tudo com glacê pra todo mundo achar que não passa de um bolo. Tudo bem que o gosto deve ficar uma merda, mas não é esse o paralelo que tento traçar, e sim de que o álbum é bem subversivo e vale muito a pena dar uma conferida.

NOTA FINAL: 8.5/10

Palinha:

Scalene – Legado [Single] (2015)

scalene legado
No dia 20 de abril, foi lançado o primeiro single do novo álbum Éter da banda do planalto central, Scalene. Legado.
Após o disco “Real/Surreal” lançado no ano passado, mostrando muita personalidade e um som mais maduro, com a nova formação sem a vocalista (Alexia), o baterista (Makako), assumiu o papel dos backing vocals com extremo êxito, encaixando muito bem com a voz do vocalista principal, guitarrista e front man da banda, Gustavo Bertoni.
O que vemos nesse single, é uma música que não foge completamente do álbum anterior no contexto instrumental e do arranjo, mas nos mostra uma cara ainda mais madura, saindo da cena de rock alternativo que podemos ver em “Sonhador II”, com mais riffs de guitarra e levadas de batera bem característica do estilo.
“Legado” chama atenção apenas por sua letra e levada densa e forte, que depois de um tempo passa a ficar repetitiva mesmo com a música sendo bem curta. Encontramos, na maior parte do tempo, apenas guitarras e um baixo com um timbre extremamente distorcido (não muito chamativos) dando uma nota que aparenta ser um Ab (lá bemol) e a batera quase toda baseada nos tambores, bumbo e pratos. A música não surpreende em nenhum momento. Ela te engana, querendo que você ache que virá um clímax, um ponto forte, mas ele não aparece.
O que chama mais atenção na faixa, realmente, é sua letra a e forma como é cantada na belissima voz do Gustavo Bertoni, contando também com vocais excelentes gravados pelo o mesmo. O eu-lírico da música, é um imperador que depois de um longo reinado, com grandes conquistas, só se preocupa com uma coisa: Deixar um legado. A mensagem é claramente expressa nos versos do refrão “Tanto quero, tanto busco / Mas quando acabar, o que deixo aqui?”.
Além dos contras e mesmo com o single sendo fraco, simples demais, acho que não acaba completamente com a expectativa dos fãs por um álbum melhor do que o anterior. A banda possui muito talento e potencial para mais do que vemos nessa faixa, então, só nos resta esperar pelo disco.

Nota final: 5/10

Ouça o single:

Mastodon – Once More ‘Round the Sun (2014)

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Com afinações dropadas, estruturas de musicas não tão ortodoxas e conteúdo lírico riquíssimo, Mastodon se destaca como uma das bandas mais promissoras dessa nova geração do metal americano. Agora chamados para se apresentar em um dos maiores eventos de musica do planeta, o Rock in Rio, o grupo ganhou notoriedade após lançar incríveis álbuns conceituais e tocar em grandes festivais como o Mayhem Festival (2005) e o Download (2007). Em seus últimos álbuns, a banda acabou por mudando sua direção do que era um progressive sludge metal pesado e sombrio para um rock moderno com influências de bandas de prog rock dos anos 70, o que nos traz a seu ultimo álbum Once More ‘Round the Sun lançado em 24 de Julho de 2014 pela Reprise Records.

O álbum tem início com o violão marcante de Thread Lightly, música que exibe os vocais limpos e graves do baixista Troy Sanders e os estridentes e melódicos do baterista Brann Dailor, que tem sido um dos pontos fortes da banda ao longo de seus últimos três álbuns por sua versatilidade e alcanço. Os inícios dos álbuns da Mastodon no geral são sempre muito marcantes e as vezes já vão te mostrando como que o disco vai se desenrolando, porém não creio que seja o caso deste.

Once More ‘Round the Sun mostra que a banda continua apostando em incorporar riffs característicos de bandas do tipo Yes, Rush e até Frank Zappa em suas composições desde o complexo Crack the skye (2009). Evidenciando isso temos as músicas Chimes at Midnight, Ember City e Aunt Lisa. Essa última começando com mais um dos brilhantes e particulares solos de Brent Hinds, guitarrista que também canta nos álbuns da Mastodon ao lado de Brann e Troy anteriormente citados.
Os singles High Road e Chimes at Midnight ainda retratam um pouco do sludge presente principalmente nos primeiros três álbuns da banda que definitivamente a consagraram, cravando seu nome na história do metal moderno.

Por mais incrível que possa parecer, a banda apresenta algumas musicas com uma pegada mais hard rock como na música homônima e na Helloween, ambas também com os vocais liderados por Brent Hinds. E é possível até notar esse fenômeno na música que conta com a participação especial de Scotty Kelly (Neurosis), a Diamond in the Witch House.
Apesar de ter possuir bons momentos, o álbum deixa a desejar em progressões não muito cativantes, algumas partes não muito bem feitas e chega até a desanimar um pouco passar pelas músicas Asleep in the Deep e Feast Your Eyes. Isso sem contar que as outras músicas, que são até bem feitas, possuem um ar de simplicidade muito maior quando se relaciona esse álbum com o material lançado na década passada. Mas isso não diminui o valor do disco que continua a ser uma experiência no mínimo decente.

Por mais que possa doer para a fã base mais hardcore da banda, essa nova Mastodon, com sua pegada cada vez menos sludge, fez mais um bom trabalho nesse novo LP e simplesmente deixou de lado a imagem de banda que não consegue mudar suas receitas sonoras sem perder qualidade das músicas. Não que os últimos álbuns não tenham sido ótimos álbuns ou algo do tipo, mas não existe muita coisa que pode se comparar ao Leviathan (2004), esse que é um absurdo de genialidade progressiva e conceitualidade em diversos aspectos. Once More ‘Round the Sun não se mostra fraco e sim mais experimental do que seus antecessores de tal forma que da gosto sentir essa vibe das músicas novas, te deixando bastante ansioso para ouvir os próximos lançamentos.


Nota final: 7/10.

Palinha:

Tyler, The Creator – Cherry Bomb (2015)

Featured image Tyler, The Creator sempre foi uma figura controversa no meio musical, sendo que ele e o seu coletivo de rap OddFutureWolfGangKillThemAll (OFWGKTA) são um produto puro das mídias digitais, desde seus primórdios se promovendo através de plataformas sociais tais como Tumblr, Twitter e Facebook, postando qualquer coisa que viesse na mente sem qualquer tipo de restrição. O artista livre, um dos produtos mais puros da geração Do It Yourself, pulsando com energia e promessas para o futuro, todos aqueles que tiveram sua atenção cativada pelo coletivo aguardaram ansiosamente para conferir, afinal, o que viria a seguir.

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Anos se passaram desde o primeiro Mixtape de Tyler, Bastard, e desde o álbum que o lançou ao mainstream, Goblin, com o icônico single Yonkers. Dois anos desde o segundo álbum oficial do rapper, Wolf, que trazia um Tyler mais comprometido com a sua produção e notoriamente evoluindo como artista. Onde essa evolução levou? Abril de 2015, Tyler simplesmente anuncia um novo álbum de inéditas para acompanhar o lançamento de sua própria plataforma digital, a Golfmedia, com lançamento do álbum previsto para 5 dias após o anúncio. E eis que Cherry Bomb está entre nós. Após ouvir o álbum diversas vezes chego a conclusão do quão interessante a discografia do rapper é até aqui. Peguem a primeira mixtape, Bastard, e notem que dali até o primeiro disco oficial, Goblin, o conteúdo lírico se calca num shock value grosseiro, apesar de pontualmente divertido, alternando entre as mais sinceras melancólicas emoções de um adolescente não correspondido até estupros e assassinatos em série. O que pode soar ofensivo para algumas pessoas, embora a violência em músicas do odd future chegue a funcionar quase que como num filme de Tarantino: é tão exagerada e escrachada que não da pra levar a sério, você sabe que aquilo é ficcção. Quanto a produção até ali, beats mais secos e agressivos marcavam a carreira do rapper.

O lance por trás de toda a violência nas letras não só de Tyler como também de todo o grupo chegou a ser tanta a ponto de certos críticos taxarem o coletivo como “Horrorcore”, rótulo o qual Tyler sempre combateu e negou ser associado. A questão é, se o conteúdo lírico exalava uma imaturidade grosseira, por que uma fanbase tão fiel se formou em redor do grupo encabeçado por Tyler? Simples: por mais chocante que soe, também existe uma sinceridade emocional deveras tangível ali. Por trás de toda a grosseria é bem possível enxergar garotos que queriam fazer música e se divertir, mais do que isso, queriam que você se divertisse com eles. Toda a rebeldia adolescente fica muito bem transposta de uma maneira curiosamente divertida embaixo da temática das letras, e no disco Wolf, Tyler finalmente se rendeu ao seu lado mais sensível, compondo belas canções e arranjos instrumentais que contavam com pianos, ukuleles e letras tão sinceras quanto anteriormente, porém muito mais focadas e menos imaturas. No aspecto lírico me incomoda dizer que este novo álbum retorne um pouco a raiz da imaturidade do clássico Odd Future, onde aqui e ali temo boas linhas do rapper que te fazem soltar um sorriso de canto de boca, isso quando não são apagadas pela produção que embora tecnicamente impecável, apague muito das letras em algumas músicas, como Buffalo e Cherry Bomb, tornando quase indistinguível o que Tyler está dizendo. Talvez isto seja proposital, talvez seja apenas Tyler afastando o rapper dos holofotes e empurrando o produtor que existe nele na direção do grande facho de luz, de uma maneira ou de outra, a mixagem não deixa de ser agoniante.

Vejam bem, Cherry Bomb é um álbum curioso, explosivo e que caminha por faixas que bebem (algumas talvez não propositalmente) de influências como NERD (Deathcamp, Fucking Young) até um Kanye West meio Yeezus, ou quem sabe Death Grips (Cherry Bomb) passando por músicas com uma produção jazz neo-soul extremamente classuda de derreter os ouvidos (Find Your Wings, Smuckers, Okaca CA) chegando até em faixas menos experimentais e mais “curtíveis” com features de um Kanye West da era Late Registration juntamente de Lil Wayne rimando sobre arranjos de jazz (Smuckers) até um Schoolboy Q delirante como de costume (The Brown Stains). Sim, Cherry Bomb merece sua atenção, apesar de todas as suas falhas, não deixa de ser um álbum sincero onde o carinho na produção de Tyler é bem palpável e a mensagem que o álbum carrega, embora não possua uma narrativa conceitual como a dos álbuns antecessores, é bonita o suficiente pra te fazer sorrir, se você se importar de absorvê-la.

Find your wings.

NOTA FINAL: 6.5/10

Palinha: